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RESENHA | DR. ESTRANHO 2 MOSTRA TUDO! E NÃO É O QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO

  • Foto do escritor: Vagner Francisco
    Vagner Francisco
  • 24 de jul. de 2022
  • 5 min de leitura

Sam Raimi é um diretor talentoso. Disso você já sabe.

E é um cara corajoso. Você também sabe - afinal, não é qualquer diretor que aceita fazer um prequel de O Mágico de Oz e escala James Franco como o personagem-título.

E, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura talvez seja a obra que mais coragem ele tenha mostrado.


Sim, porque, apesar de ter um enredo simples como coice de mula, também é bastante óbvio, tolo e abre brechas para muitas invencionices.

E é exatamente aí que se concentra a parte curiosa de toda a trama.


Porque Michael Waldrom, o roteirista que já vinha desenvolvendo a personagem, Feiticeira Escarlate, deu prosseguimento aos eventos ocorridos em Wandavision. Mas--- quando Stephen Strange entra em cena, tudo muda.


E Benedict Cumberbatch tem talento de sobra para segurar um longa tão insano, com tranquilidade e carisma.

Talvez você não saiba, mas antes dele subir a bordo como o "Mago Supremo", a Marvel havia considerado Johnny Depp, Keanu Reeves e Joaquim Phoenix para o papel. Todos recusaram.

E verdade seja dita, foi uma decisão muito boa para todos.

Pois os três astros citados já têm uma franquia para chamarem de suas, e abriram espaço para esse grande ator mostrar a que veio.

Seu Stephen é sarcástico, ácido e lida com as situações de uma forma nunca vista na Marvel, desde Robert Downey Jr.

Já o elenco de apoio não se sai tão bem; Wong é apenas um coadjuvantão que aparece quando se faz necessário; America Chavez ainda está entrando nesse universo - ou multiverso?! Sei lá.

E a Christine Palmer de Rachel McAdams é feita no piloto automático e serve para quitar umas contas da estrela.

Elizabeth Olsen vai bem como a vilã que mais lembra Carrie a Estranha - Raimi brinca com esses arquétipos do horror, do sobrenatural. Olsen consegue mudar de personalidade, dependendo de qual contraparte aparece, como Cumberbatch também o faz com o Dr. Estranho.


Mas a grande atração do filme não é nenhum desses personagens, ou da história - até porque, se o filme não existisse, em termos de importância, nada mudaria; a atração mesmo é a quantidade de simbologia illuminati utilizada na trama.

Sim: se você acredita nisso, se você considera que há uma elite global que manipula as cordas do mundo; e que essa elite começou lá atrás, na Baviera, em 1776, e vem galgando posições para uma Nova Ordem Mundial, saiba que esse é o seu filme!

É mais ou menos isso o que Sam Raimi fez: "Ah, vocês querem todas as teorias conspiratórias sendo mostradas num filme bilionário? Deixa comigo!"

Está tudo lá!

Desde os próprios Illuminati - sim, há uma versão deles em quadrinhos, que é ridícula, eu sei, mas foi criada uma explicação para a sua formação - uma espécie de "elite" global [porque há um estadunidense, uma britânica, um mutante, uma militar, um mago e um inumano juntos ali] que decide os destinos do mundo.

Olho que tudo vê às pencas; há inteligência artificial a serviço da elite global; há "invasão alienígena" como no final de Watchmen; há planos malignos; há possessão; há pactos; há portais; há pentagramas; há planos espirituais; há sacrifícios; há altares; há preços a serem - e são! - pagos.


Raimi tem a coragem de mostrar tudo aquilo o que você encontra em vários canais de YouTube e sites sobre o fim do mundo.

O detalhe: é que ele não fala sobre isso. Não, esse não é o assunto do filme; ele poderia tê-lo feito de outras maneiras, mas optou por granjear por ali, mostrando de forma clara e objetiva tudo aquilo que muitos filmes - e cineastas - não têm colhões para fazer.


Mas, vamos à história: Strange sonha que está tentando salvar uma menina, que está fugindo de um grande mal; porém, quando percebe que não haverá fuga e, para que a menina não caia em mãos erradas, ele decide então tomar os poderes dela e sacrificá-la. No entanto, antes que isso se concretize, ele fica às portas da morte e acaba ajudando a menina a fugir.

Strange acorda e imagina ser um pesadelo.

Afinal é o dia do casamento de Christine Palmer e ele vai até lá lamber as feridas como um bom perdedor.

Então, numa cena que simboliza todas as histórias em quadrinhos já vistas, ele ouve um tumulto lá na frente, vê pessoas correndo desesperadas e vai ao encontro, com Raimi homenageando pela segunda vez Superman II - ele havia feito isso em Homem-Aranha 2, de 2004.

Eis que a menina do pesadelo de Strange está lá, sendo acuada por um monstro de "um olho só".

Dr. Estranho faz o que pode para salvá-la e recebe a ajuda de Wong para isso.


Quando tudo está bem, ele diz à menina que ela estava em seus sonhos na noite anterior, e ela revela que aquilo não foi um sonho, mas um fato real ocorrido num outro universo com alguma contraparte dele. E ela tem o corpo da contraparte para provar.

Ela se apresenta como America Chavez, e diz que quando sonhamos, na verdade estamos vivenciando situações de contrapartes d'outros universos.

Ela, no entanto, não tem contrapartes, portanto, é única.

Como percebe que o desafio pode ser grande demais para apenas ele e Wong, que convida America para se esconder em Kamar-taj, Strange decide botar uma vingadora na jogada: Wanda Maximoff.

E ali ele descobre que é Wanda quem está atrás de America para roubar-lhe os poderes de viajar pelos universos e encontrar um em que seus filhos estejam vivos e passar o resto de seus dias com eles.


Com a guerra declarada, Feiticeira Escarlate invade o Kamar-taj e força America e Strange a fugirem para outras dimensões, causando inclusive uma Incursão.

Eles vão parar num universo onde Dr. Estranho morreu para salvar o mundo contra Thanos.

E é Mordo o atual mago supremo, numa participação pequena, mas muito profíqua de Chiwetel Ejiofor.

Assim Strange e America vão parar nas instalações dos Illuminati que, possivelmente foram formados graças aos problemas com Thanos - eu suponho, nada fica claro ali.

Você já deve ter visto: Reed Richards, Capitã Marvel, Capitã Carter/Britânia, Raio Negro, Professor Charles Xavier e, claro Mordo.

Eles se reuniram ali para votar sobre o destino daquele Stephen Strange, já que o deles faleceu, mas não da forma divulgada: aquele Strange morreu graças a seu envolvimento com o livro maldito, Darkhold, na tentativa individualista de vencer Thanos sozinho.

Ele conseguiu, mas perdeu sua alma no processo.

Assim acabou morto pelos ex-amigos [como disse a minha filha, eles foram babacas com ele].

Claro que a Wanda daquele universo decide entrar em cena e, ora lembrando Jason Worhees, ora lembrando Carrie, ela vai tocando o terror, pra cima de todo mundo.


Eles conseguem fugir dali com a ajuda de Christine Palmer daquela realidade e vão parar noutra, sem America, que foi capturada pela Feiticeira e levada ao monte Wundagore para ser usada em sacrifício.


Nessa outra realidade, Strange e Christine encontram outro Strange, já carcomido pelo mal residente em Darkhold.

Strange consegue então, numa espécie de portal, levar sua alma até ao Strange morto do início do filme e, com o cadáver como casca chegar até Wundagore para impedir Wanda de matar America e ficar com os poderes dela.


America consegue levar a Feiticeira até à realidade que uma contraparte dela vive feliz com os filhos e o choque de vê-los com medo da "própria mãe" a faz acordar.

Assim, ela renuncia a essa obsessão, destroi o monte Wundagore sobre sua cabeça e supostamente morre.

Strange se despede de Christine de uma vez por todas e segue sua vida, deixando America sob os cuidados de Wong em Kamar-taj.

É quando o seu terceiro olho se manifesta.


E na cena pós-credito, Clea surge para convocá-lo a reparar os erros que ele cometeu ao multiverso.


Doutor Estranho no Multiverso da Loucura:

Direção: Sam Raimi

Roteiro: Michael Waldrom

Elenco:

Stephen Strange - Benedict Cumberbatch

Feiticeira Escarlate/Wanda - Elisabeth Olsen

America Xavez - Xochitl Gomez

Wong - Benedict Wong

Christine Palmer - Rachel McAdams

Mordo - Chiwetel Ejiofor

Professor Charles Xavier - Patrick Stewart

Capitã Britânia/Carter - Hayley Atwell

Capitã Marvel - Lashana Lynch

Raio Negro - Anson Mount

Reed Richards - John Krazinski

Vendedor de Pizza - Bruce Campbell [*]


[*] como sempre, Campbell faz uma ponta num filme de Raimi; ela é até divertida e depois ele ganha uma cena pós-crédito para chamar de sua.

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