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MISSÃO IMPOSSÍVEL 2 | FILMES QUE MERECIAM REBOOT OU SEQUÊNCIA #2

  • Foto do escritor: Vagner Francisco
    Vagner Francisco
  • 4 de set. de 2021
  • 4 min de leitura

Atualizado: 20 de set. de 2023


Sim, eu sei que Missão Impossível não deveria estar nessa lista porque a série já recebeu altas doses de reboots e sequências, mas, é possível que caiba uma nova observância a respeito de um dos maiores sucessos da franquia cujo reconhecimento é o mais subestimado, para não dizer injusto.


Missão Impossível 2 tem a ousadia de se auto intitular original em meio a tanta auto paródia e plágios de 007 e Velozes & Furiosos.

Com a assinatura inconfundível de John Woo, a trama simples de Ronald D. Moore e Brannon Braga, oriundos da série Star Trek – A nova Geração, a dupla veio em socorro ao astro e produtor, quando o ex-diretor do longa, Oliver Stone e sua equipe, bateram cabeça e não conseguiram entregar um enredo que se mantivesse em pé.


Para você ter uma ideia, a trama original de Missão Impossível 2 jogava Ethan Hunt, o superespião de Tom Cruise em confronto contra um supercomputador e alucinações com o Jardim do Éden.


Stone saiu e John Woo subiu a bordo, com carta branca para fazer o seu próprio filme, o que ele seguiu à risca. Claro, o astro deu seus pitacos – como a cena de abertura à qual ele faz escalada. Ideia de Cruise.

Moore e Braga então, apagaram a ideia da trama bíblica e introduziram mitologia grega com os mitos de Quimera e Belerofonte, além da influência de Alfred Hitchcock: Interlúdio, de 1946.


Além de sermos brindados com uma trama mais aberta, com exceção do primeiro filme, cujo antagonista foi vivido pelo grande Jon Voight, esse é o único filme com um vilão que, de fato, rivaliza com Hunt; inclusive com as mesmas capacidades – e se fosse outro ator no lugar de Cruise, o personagem Sean Ambrose, interpretado por Dougray Scott em seu melhor momento da carreira, teria crescido muito mais. Mas, Tom Cruise já havia sido eclipsado uma vez anteriormente, com Brad Pitt em Entrevista com o Vampiro e depois foi a posteriori, com Collin Farrell, num papel feito sob encomenda para Matt Damon, em Minority Report, ele não iria correr riscos; ainda mais sendo a pessoa com a palavra final ali.


Sean Ambrose era o agente substituía Hunt quando este não podia estar nas missões, então eles se conheciam bem e, óbvio, não se gostavam.

Quando Ambrose se passa por Hunt e aproveita a oportunidade para roubar um vírus que poderia botar todo o planeta de joelhos – tendo apenas ele o antídoto, o superespião é contatado a encontrar o ex-colega.

E numa alegoria sobre quem engana quem, ele se envolve com a ex-namorada de Ambrose, cuja paixão ainda o inflama e, como coincidência pouca é bobagem, ela é uma ladra profissional!


Claro que Woo acaba brincando com os conceitos de Yin-Yang sobre o bem e o mal se complementarem, como ele o fez antes em A Outra Face, mas aqui, talvez tenha faltado culhões ao diretor em peitar o astro e dar mais minutagem ao vilão; e faltou ao astro botar mais fé no próprio taco e segurar a trama no talento.


Missão Impossível 2 ditou o ritmo da temporada de 2000 e se manteve no topo, arrecadando quase 600 milhões de dólares, um feito e tanto! E isso se refletiu no próximo passo da franquia.


Um dos diretores que entrou e saiu da produção de Missão Impossível 3, Joe Carnahan, disse que queria levar o terceiro filme para uma direção bem diferente, mas os produtores queriam manter o clima do segundo, o que ele achou desnecessário, pois já havia um filme assim, não havia a necessidade de outro.

David Fincher, ligado ao projeto antes de Carnahan, também o deixou porque, aparentemente os produtores “sabiam o que queriam”.


Seis anos depois de Missão Impossível 2, o terceiro filme chegou aos cinemas, com uma trama genérica, um vilão frouxo e arrecadação fraquíssima. Mas, os produtores decidiram manter esse padrão a partir daí.

Um padrão que mira em 007 e lambe Velozes & Furiosos, com tramas cada vez mas genéricas e cenas de ação menos críveis.


Vinte e um anos depois, Missão Impossível 2 rendeu mais que o primeiro e o terceiro, porém com uma diferença bem menor em relação aos fascículos 4 e 5. Já o último, picareta ao extremo, rendeu quase 800 milhões.


E o que Missão Impossível 2 poderia se tornar? Uma sequência está fora de cogitação. Mas quem sabe, uma espécie de sequência/reboot no melhor estilo Nunca Mais Outra Vez, em que outro estúdio conseguiu uma brecha nos direitos de 007, trouxe Sean Connery de volta – ele havia saído e substituído por Roger Moore – e entregou um filmaço, muito melhor do que os feitos pelos produtores originais.


Quem sabe, Tom Cruise chamasse John Woo de volta, os roteiristas Moore e Braga, e sua co-estrela, Thandie Newton que, até esses dias achou que sua carreira estava acabada, e fizesse um novo mergulho nesse episódio tão original de uma cinessérie que se perdeu graças à necessidade de se parecer com os demais.


Talvez as acrobacias não pudessem mais voltar, no entanto, uma nova trama, com um novo vírus e um vilão tão ameaçador quanto--- quem sabe, Chow Yun Fat poderia encarná-lo? Ele é o ator preferido do diretor.


Ou seja, Missão Impossível 2 pede uma revisita, até mesmo uma nova chance.

E uma luta final com uma acrobacia ainda mais fantástica que chutar uma arma e levantá-la até à altura de sua mão para virar e matar o bandido!


Esse tipo de artimanha faz falta nos filmes de hoje.

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